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GALÁXIA NGC 4314

      É uma galáxia espiral barrada, ou seja, na parte central existe uma barra e depois se torna espiral à medida que os braços se afastam do núcleo. Uma característica marcante desta galáxia é o anel roxo, são regiões de grande formação estelar, este anel é feito de estrelas muito jovens que geralmente tem menos de 5 milhões de anos e é o único local de formação de estrelas na galáxia inteira. Esta imagem do Hubble também mostra outros detalhes interessantes no núcleo da galáxia: faixas de poeira, uma pequena barra de estrelas, poeira e gás incorporado no anel estelar, e um par extra de braços espirais cheias de estrelas jovens, esta galáxia é uma miniatura de uma galáxia espiral, o anel de formação estelar tem apenas 1000 anos-luz de diâmetro (100 vezes menor do que a Via Láctea). Situa-se à 40 milhões de anos-luz da Terra.

LIXO ESPACIAL

     Desde o lançamento do Sputnik 1 (1957) já foram lançados mais de 4 mil satélites artificiais. Desses, uns 500 estão em operação. Os satélites tem uma média de vida útil de 10 anos. O restante é lixo espacial, junto a milhões de pequenos detritos, os mais próximos da Terra (cerca de 300 km) chegam a passar dos 28 mil km/h, pelo menos 7 vezes mais rápido que um tiro de fuzil. São mais de 9.000 objetos feitos pelo homem (coisas que vão desde satélites operacionais a ferramentas soltas no espaço pelos astronautas) que precisam ser monitorados constantemente. Se somarmos a eles os detritos como lascas e parafusos (com tamanho superior a um centímetro), o número passa a cerca de 110 mil. Esses objetos são uma ameaça para os satélites e astronautas que permanecem no espaço, são acompanhados para previsão de quedas e possíveis impactos como por exemplo com a Estação Espacial Internacional.

AGLOMERADO ABERTO M 25

     São encontradas no aglomerado duas estrelas gigantes, e algumas estrelas variáveis. A presença de estrela variável é consistente com a idade do aglomerado, estimada em 89 milhões de anos, que não é muito jovem, em termos astronômicos. As estrelas mais jovens são as de cor azulada. Aglomerados abertos costumam ter estrelas mais jovens que aglomerados globulares, além disso costumam ter muito menos estrelas. O cientista Åke Wallenquist estimou o número de estrelas do aglomerado em 86, embora Brent Archinal e Steven Hynes tenham estimado em 601 estrelas. Este aglomerado aberto tem cerca de 19 anos-luz de diâmetro e situa-se à 2000 anos-luz da Terra.

CONHEÇA A HISTÓRIA DE LAIKA, O PRIMEIRO SER VIVO A IR PARA O ESPAÇO



Monumento de Laika em Moscou - Rússia

      Laika (em russo Лайка, 1954 — 1957) foi uma cadela russa que se tornou conhecida por ser o primeiro ser vivo a sair do planeta Terra e entrar em órbita. Ela foi lançada ao espaço a bordo da nave soviética Sputnik II, em 3 de novembro de 1957, um mês depois do lançamento do satélite Sputnik I, o primeiro objeto artificial a entrar em órbita. Laika era uma cadela que vivia solta nas ruas de Moscou, pesava aproximadamente 6 kg e tinha 3 anos de idade quando foi capturada nas ruas de Moscou com mais 9 cães, para o programa espacial soviético. Os cães capturados eram mantidos num centro de investigação nesta cidade, dos 10 cães, 3 foram selecionados para treinamento, foram avaliados e treinados para as demandas da missão: Laika, Albina e Mushka. O treinamento consistia em acostumar os cães ao ambiente que encontrariam na viagem, como o espaço reduzido da cápsula, os ruídos, vibrações e acelerações. Como parte do treinamento, a aceleração das decolagens era simulada através da força centrífuga imposta na cápsula onde os animais se introduziam. O mesmo processo geral seria utilizado mais tarde no treinamento dos cosmonautas soviéticos. O Sputnik II foi lançado em 3 de novembro de 1957. Os sinais vitais da Laika eram seguidos telemetricamente por controle em terra. Ao alcançar a máxima aceleração depois da decolagem, o ritmo respiratório do animal aumentou de três a quatro vezes em relação ao normal, e sua freqüência cardíaca passou de 103 a 240 batimentos por minuto. Ao alcançar a órbita, a ponta cônica do Sputnik II desprendeu-se com sucesso. A outra seção da nave que deveria desprender-se (o "Blok A") não o fez, impedindo que o sistema do controle térmico funcionasse corretamente. Parte do isolamento térmico desprendeu-se, permitindo que a cápsula alcançasse uma temperatura interior de 40 °C. Após 3 horas de micro-gravidade, o pulso de Laika havia descido a 102 batimentos por minuto, esta queda na freqüência cardíaca havia tomado três vezes mais tempo que o experimentado durante o treinamento, o que indicava o alto estresse em que estava a cadela. Os dados telemétricos iniciais mostravam que, ainda que Laika estivesse agitada, estava comendo. A recepção de dados vitais parou entre 5 e 7 horas depois da decolagem. O Sputnik II não estava preparado para regressar à Terra de forma segura, pelo que já se sabia que Laika não sobreviveria à viagem. Os cientistas soviéticos planejaram dar-lhe comida envenenada, que Laika consumiria depois de dez dias. No entanto, isso não ocorreu como planejado. Durante anos, a União Soviética deu explicações contraditórias sobre a morte de Laika, dizendo às vezes que a cadela havia morrido por asfixia quando as baterias falharam, ou que haviam feito eutanásia conforme os planos originais. Em 1999 fontes russas asseguraram que Laika sobreviveu pelo menos quatro dias, e depois pereceu por causa do superaquecimento da nave. Em outubro de 2002, o cientista Dimitri Malashenkov, que participou no lançamento do Sputnik II, revelou que Laika havia morrido entre 5 e 7 horas depois da decolagem, devido ao estresse e superaquecimento. Ele declarou, num artigo que apresentou no Congresso Mundial do Espaço em Houston: "Foi praticamente impossível criar um controle de temperatura confiável em tão pouco tempo". O Sputnik II finalmente explodiu (junto com os restos de Laika) ao entrar em contato com a atmosfera, em 14 de abril de 1958, após 163 dias e 2.570 órbitas em volta da Terra. Apesar do triste acidente, essa experiência demonstrou ser possível para um animal suportar as condições de microgravidade, abrindo caminho assim para participação humana em voos espaciais. Laika é até hoje homenageada e lembrada pelas agências espaciais, considerada uma heroína que jamais será esquecida.


• Homenagem

Em 11 de abril de 2008 foi inaugurado um monumento em honra à cadela Laika no centro de Moscou. O monumento foi colocado em uma alameda perto do Instituto de Medicina Militar, onde ocorreram há mais de meio século os experimentos científicos com a participação da célebre cadela. A figura de bronze, de dois metros de altura, representa um dos segmentos de um foguete espacial, que se transforma em uma mão humana, sobre a qual está o corpo de Laika. Imagem http://memorysensory.com/wp-content/uploads/2012/02/Dog-and-space.jpg

"Houve uma hipótese de lançar Laika, e lançamos! Faltou-nos uma análise consciente do que estávamos fazendo." Oleg Gazenko, chefe da equipe médica que preparou Laika para o seu vôo. Julho de 1998.

NEBULOSA PLANETÁRIA SH2-188


































      Esta nebulosa possui uma aparência única em relação à outras nebulosas planetárias que são simétricas, neste caso não ocorreu simetria. Inicialmente foi pensado ser um remanescente de supernova devido à sua forma de lua crescente, entretanto este objeto é agora conhecido por ser uma nebulosa planetária, com a abundância de carbono, nitrogênio e oxigênio em sua camada mais externa. A nebulosa é quase circular em forma, mas é muito mais brilhante para o nordeste porque a estrela central está se movendo rapidamente nessa direção. Sua idade é estimada em 22.500 anos. Situa-se na constelação de Cassiopéia, à 850 anos-luz da Terra.


TELESCÓPIOS PARA ASTRÔNOMOS AMADORES

       Muitos pedem conselhos sobre melhor escolha de um telescópio, preços, marcas e tamanhos. Nada melhor que um resumo sobre cada tipo de equipamento, apresentando vantagens e desvantagens de cada tipo de óptica, o que se deve observar antes decidir qual comprar.
Bom, na parte técnica, o que deve-se saber de um telescópio:
     A coisa mais importante, o diâmetro da lente, quanto maior a lente objetiva, mais luz ela capta, maior a resolução, então poderá ampliar mais a imagem, destacando mais detalhes. Existem sites, principalmente de vendas em geral, sem especialização, que vendem telescópios pequenos, de 70mm dizendo que ampliam mais de 500x, mentira, fisicamente impossível, via de regra, o zoom máximo é 2x o diâmetro, por exemplo: o 2º telescópio da imagem tem 150mm de diâmetro por 2x = 300x de aumento, acima disso a imagem começa a ficar embaçada. O telescópio geralmente vem com 2 oculares, podem ser trocadas quando quiser, e podem ser adquiridos mais oculares para diferentes ampliações, segue o seguinte cálculo: Usando o mesmo 2º telescópio da imagem, a distancia focal dele é 750mm (distância entre a lente objetiva e a ocular), e a ocular de 10mm, divide-se 750/10= 75x de aumento, assim poderá usar lentes com menor distância focal e ter maiores aumentos, pode adquirir também uma Barlow em conjunto com a ocular, que pode dobrar a ampliação, tem modelos de 2x até 5x. 
    (1) - O modelo mais simples, é o refrator, ou telescópio Galileu (inventado por Galileu em 1609). Possui uma lente objetiva de vidro de baixo grau na frente, e uma ocular com grau elevado onde se apóia o olho, tem ótima qualidade, ótimo para quem está iniciando e quer começar por um pequeno telescópio, porém em maiores aberturas, principalmente acima de 100mm de diâmetro tornam-se caros, praticamente o dobro de um telescópio refletor. Outra desvantagem é que a luz captada precisa atravessar a lente objetiva, o que perde uma pequena quantidade de luz, em alguns casos existe aberração cromática, mas é quase insignificante.
   (2) - Telescópio refletor, ou Newtoniano (inventado por Isaac Newton), possui como lente objetiva um espelho côncavo que fica no fundo do tubo, a luz dos objetos são absorvidos pelo espelho e refletidos para um espelho secundário menor que fica na direção oposta, deste espelho menor a imagem é focada para a ocular, à 90º, esta ocular fica ao lado do tubo. É o telescópio com melhor relação custo/benefício em relação ao diâmetro, não tem perda de luz devido às lentes, tem o tubo mais curto que o refrator, sendo assim mais compacto e fácil de transportar. Suas desvantagens são que necessita colimação periódica (calibração do espelho), pois com a vibração o espelho principal pode desalinhar, caso o transporte seja pouco ou é feito corretamente, a colimação é quase dispensável, a cada 2 anos ou mais. Existe o bloqueio de luz pelo espelho secundário, mesmo que seja pouco, este espelho fica na frente do espelho principal e bloqueia uma pequena parte da luz. Outra desvantagem, com o passar dos anos, a lente objetiva pode acumular umidade entre outros fatores que diminuem a reflectividade, o espelho principal pode precisar de nova metalização, ou seja, uma nova camada geralmente de alumínio é empregada sobre o vidro, é feito em lojas especializadas, pode ser mandado via correios, mas se tiver sempre cuidado, isso é praticamente dispensável, pode durar até mais de 10 anos. A colimação se faz em questão de poucos minutos e a metalização é rara e não é tão cara, em telescópios grandes não passa de 100 reais.
  (3) - Telescópio Cassegrain, é um telescópio refletor com refrator, chamado de catadióptrico, possui um espelho ao fundo, um espelho secundário à frente que reflete novamente ao fundo a imagem, que passa pelo furo no espelho primário e atinge a ocular, na frente do tubo existe uma película, chamada também de menisco, que ajuda na qualidade da imagem, eliminando a aberração esférica do espelho primário que existe neste tipo de telescópio, pois a distância focal é bem curta. A vantagem está principalmente ao seu tamanho, é bem compacto, mesmo tendo 300mm de diâmetro, é bem curto, como visto na imagem, a qualidade da imagem não supera os refletores, além disso são muito caros em relação aos outros modelos.
    (4) - Refletor dobsoniano, é um telescópio refletor como o anterior (2), mas ao invés do tripé, possui uma montagem simples, permite assim como os outros, os movimentos para cima e para baixo, e para os lados, é mais fácil manejar, além disso é o mais barato de todos, se quer gastar pouco e ter um telescópio com grande abertura, esta é a melhor opção. A única desvantagem, é que não pode ser motorizado, a não ser que seja de fábrica, mas isso só em outros países. Esta motorização pode ser colocada nos modelos com tripé, para acompanhar o movimento aparente do céu, com grande ampliação, os planetas se movimentam e é preciso acompanhá-los com o telescópio.
   No Brasil as marcas consagradas são encontrados apenas em sites, procurem pelas seguintes marcas recomendadas por todos os astrônomos experientes: Órion, GSO, Celestron, Meade, Vixen e SkyWatcher.

RHEA - LUA DE SATURNO


      Rhea é o 2º maior satélite natural de Saturno e o 9º maior do Sistema Solar com 1.529 km de diâmetro (quase a metade da nossa Lua). Leva cerca de 4,5 dias terrestres para completar uma volta em Saturno. Acredita-se que o manto e crosta pode ser constituída por água gelada e várias impurezas. Modelos sugerem que a Rhea poderia ser capaz de sustentar um oceano de água líquida interna através de aquecimento por decaimento radioativo. Segundo a NASA, a sonda Cassini detectou uma tênue atmosfera, com oxigênio e dióxido de carbono, sendo a primeira vez que uma espaçonave encontra uma atmosfera com oxigênio e dióxido de carbono fora da Terra. Mas a atmosfera da lua gelada é 5 trilhões de vezes menos densa que a da Terra.  A atmosfera consiste de oxigênio e dióxido de carbono na proporção de cerca de 5 por 2. A principal fonte de oxigênio é a radiólise de gelo de água na superfície por íons fornecidos pela magnetosfera de Saturno. A fonte de dióxido de carbono é menos claro, mas pode estar relacionado com a oxidação dos compostos orgânicos presentes no gelo ou a saída de gás do interior da lua. Segundo cientistas é um pré-requisito para a vida, mas que isso dificilmente poderia ocorrer em Rhea. A lua Rhea foi visitada 3 vezes, pelas sondas Voyager 1 e 2 e a sonda Cassini.